As paredes engrossadas impedem que o meu sangue flua à velocidade que deve. Inspiro e expiro mais que cinco vezes, e nem assim atinge a outra extremidade. As minhas perras e frias pernas recusam-se a andar , e o espesso e frio sangue que em mim circula, congela o meu corpo como se fosse um dia de inverno. Os músculos tremelitantes e o ranger dos dentes , procuram o calor que a minha alma se recusa a oferecer. Mas de onde vem este frio todo? - pergunto-me. Comprimo os músculos e aperto as mãos com toda a pouca força que possuo. As rentes unhas que ainda tenho, arranham-me a pele.
A distancia entre mim e a serenidade tende a aumentar. Torno-me insana. Imagens e ideias estupidas inundam o meu cérebro pouco oxigenado. Movimentos espásticos caracterizam o meu corpo.
Estou longe do normal, e perto do irreal.
Vejo-te. Continuas nessa bolha de camada dupla e inquebrável.
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